January212011

Pensar por si mesmo

A coisa mais difícil de fazer é remar contra a maré e se sentir bem com isso. Olhar para trás, no que você foi obrigado a fazer para se encaixar, requer inteligência para se manter na linha. Na linha de que o “estar bem consigo mesmo”, transpassa um velho ditado e se torna realidade quando você passa a acreditar na sua realidade. Uma individualidade que não soa egoísta, mas que te ensina a ser o melhor. 

Você já escolheu o seu caminho? Está cada vez mais difícil, encontrar pessoas que estejam certas do que estão fazendo. O conformismo de permanecer no mesmo lugar e seguir as velhas regras do mundo parece mais fácil a ser seguida quando não se sabe nem ao menos quem é. 

 O olhar das pessoas se concentram em ganância. Bom seria se essa ganância fosse em construir uma vida melhor para todos que estão ao seu lado e principalmente para si mesmo. 

A verdade em pensar positivo, não está escrito em nenhum manual ou livro de auto ajuda, e sim no fluxo da sua mente. Uma máquina do qual o homem ainda não tem poder total. Mas atualmente, pensar e tirar suas próprias conclusões para uma evolução, está longe de acontecer. Viver a verdade do outro se torna meio caminho andado para a sua busca mundana. O certo seria não seguir um líder ou uma religião só, acreditar apenas na essência que nos conduzem a refletir para sim buscar um ideal de vida.

Quantas vezes você já parou para ajudar alguém? Deu comida para alguém na rua? Ou deu um presente sem cobrar outro em troca? Porque você faria uma caridade, se seu dinheiro foi suado e foi você quem “batalhou” pra ter?

Honestidade, querer o bem sem nada em troca, sinceridade e conexão com as coisas mais simples estão ficando escassos. Adjetivos que se enquadram apenas àqueles que de fato chegaram ao seu equilíbrio. Acredite, a maioria deles não precisou de alguém dando tapinhas nas costas para que fossem atrás da sua busca interior e uma maneira diferente de vida dos quais estamos habituados a ver e sentir.  

December112010

Reset

Quem inventou a palavra desculpa provavelmente tinha o propósito de se redimir. O problema é quando as desculpas começam a fazer parte da sua vida diariamente. Parece ser algum tipo de deboche, no qual você ainda não sabe a causa, nem porque foi motivo de tamanha desconsideração. Devaneios amorosos começam a surgir na cabeça, e como uma bela e honrada mulher, aqueles pensamentos diabólicos começam vir á cabeça com tanta intensidade que faz parecer real. Começam a brotar a uma velocidade de milésimos de segundos na mente inquieta e paranóica feminina. 

Mas para esses pensamentos, obviamente escolho no playlist trilhas sonoras da fossa. Mas por favor né?! Ao menos é um rock para poder descontar todo o misto de sentimentos malignos que correm dentro do meu corpo! Grito histericamente junto a Joan Jett quando ele canta “I hate myself for loving you”, ou entro aos prantos junto com Bodyjar em Not the same. Após a fossa musical, ligo para as amigas, que sempre estão dispostas a dar os dois ombros para tamanha decepção das colegas, e partimos para a saída, o que podemos chamar de “Rolê da fossa”. 

Após muitas reflexões, você acaba percebendo o quão otária foi, quando na lata te perguntam: Você acha mesmo que ele ta pensando em você nessas horas? 

Pronto! O botão tacando o foda -se é ativado. Resolve encarnar a personagem ilusória com o papel de estou nem aí pra você e dá uma de namorada descompensada. Liga, manda mensagens ameaçadoras, bebo um, dois, três, quatro, cinco copos de vodka, e ops! O que eu fiz ontem? Todo o esforço em tentar espairecer a mente com uma noitada querendo fugir da depressão amorosa se apaga.

É tipo a função de reset do computador. Você deita a cabeça no travesseiro achando que tirou de letra o que tanto te pertubava e está com tanta convicção de que tudo irá ser diferente daqui pra frente, até que ao apagar na cama de tão embriagada, acorda no outro dia sem lembrar do que fez na noite anterior. Lembrando apenas do seu dia horrível que teve com o desprezo do seu querido amado e conclui que o dia seguinte após uma briga só piora com a ressaca. 

De repente o telefone toca. É ele! Meu Deus morri! Atendo e a primeira coisa que ele fala: Desculpa por ontem. Cega pelo amor, aceita as desculpas mesmo sabendo que são sempre as mesmas e todas aquelas conclusões que você chegou após sofrer por horas e horas a fio saem á francesa.

Suelen Sava

November232010
November172010

Os fracos são os fortes

Estamos fadados a viver com a frustração. Digo isso por aqueles que tentam de alguma forma compreender a ética existencialista, e que no fundo, chegam a conclusão de que nada vale a pena ser pensando demais, pelos outros, é claro.

O sentimento de egoísmo impera dentro de nossos corações com o objetivo de apenas tentar ser diferente e fazer as coisas do jeito certo. Soa estranho essa frase? Confuso eu diria, mas nada muito complicado de entender. Se a tentativa de buscar uma racionalidade coletiva é em vão. Por que não buscarmos nossas próprias razões? Talvez em algum momento ela se alinhe com a do meu vizinho.

Os egoístas criam um mundo subversivo. Melancólico, catatrófico, mas que no fim da linha, após tanto apanhar da vida cria um escudo inatingível. Onde os sentimentos puros que nos foram ensinados como relíquias da vida como o amor, sinceridade, honestidade, revoltam -se como o mar em ressaca que pode ser belo de se olhar mas conturbando quando irado. 

A frustração não é o medo dos fracos. É o medo dos desnorteados. As pessoas que se mostram “duronas” com certas atitudes na vida, na verdade, ainda buscam a felicidade naquilo que tanto os fez sofrer.  Boa definição para isso está na frase da música “I was wrong” do Social Distortion: I was fighting everybody I was fighting everything But the only one that I hurt was me”.

November152010
rabiscandoo:

I’ll learn to dance in the rain.

rabiscandoo:

I’ll learn to dance in the rain.

November122010

Cena curitibana?!

Aproveitando este meu momento de indignação aproveitarei para desabafar o fato de a cultura curitibana musical ser uma falácia. Por muito tempo acreditei que aqui havia uma valorização do que é bom na cena. Me enganei. costumo dizer que a música na maior parte da minha vida, até o momento, era esplêndida e maravilhosa, adjetivos que foram perdendo forças. Hoje ela é linda e nada a mais. Continuo movida a música, afinal, não escolhemos nossas paixões, o feeling que ela me proporciona não chega aos pés dos meus sentimentos mais nobres. 

Agora o por que da minha decepção para com o povo curitibano? Vamos aos fatos. Quando vou a um show de bandas independentes o que vejo é cara de “que merda é essa?” sem nem mesmo a pessoa procurar escutar com atenção e poder argumentar. Essa cara fechada só contribui para que gere um círculo vicioso. Público de cara feia, músico nervoso no palco, resultado: potencial não explorado. Para se ter uma “boa banda” só os integrantes serem bonitnhos e com cara de limpinhos. E o que a música diz? Foda -se, não importa! É a necessidade de se pagar pau para os gatinhos do palco para as meninas e para os meninos é “se tiver mulher eu vou”. Estou mentindo?

Outro exemplo, do último show que eu fui do Dead Fish, quando a banda Lou Dog estava tocando, o público que se encontrava no John Bull, estava de braços cruzados enquanto os meninos tocavam suas músicas próprias. Só se animaram quando tocaram covers do Sublime para agitar um pouco. WTF?! Hey galera façam cara de que estão prestando atenção pelo menos, e deixem suas caras de cú em casa! História a parte, o que me deixou de cara mesmo foi que no cover de True Belivers do Boucing Souls a galera não se mexeu, nem se quer sabiam cantar. Como assim? Ainda se dizem do rock… que rock é esse? Me explica?! Devo estar muito errada então. O pior é se acharem no direito de tirar sarro de coloridos e emos, quando na verdade eles são piores, são modistas. 

Esse não foi o único show que aconteceu uma coisa dessas. É triste falar, relutei incessantemente contra isso, mas enfim fui convencida de que NÃO EXISTE MAIS UMA CENA EM CURITIBA e está bem longe de existir. Porém, se “a esperança é a última que morre,” como diz o famoso ditado, ainda estou aqui disposta a reacender o brilho da cena curitibana incentivando do meu jeito a valorizar as bandas boas que existem nesta cidade, mantendo o pequeno fio quebradiço de esperança que ainda me resta.

October12010
September282010
Um bom fotógrafo é aquele que sabe usar a luz do ambiente ao seu favor. Dizem que a melhor hora para se tirar uma boa foto em espaços abertos é no começo da manhã ou no fim da tarde, a luz natural faz com que os contrastes e as cores fiquem mais evidentes. Não sou nenhuma profissional (as aulinhas de fotojornalismo na faculdade até que me ajudaram), mas de fato, tirar uma foto de manhã em um lugar como este mesmo que no amadorismo deixa uma ótima sensação de olhar um instante vivido que ficará registrado eternamente na memória. 
Foto: Morro das Pedras - Florianópolis

Um bom fotógrafo é aquele que sabe usar a luz do ambiente ao seu favor. Dizem que a melhor hora para se tirar uma boa foto em espaços abertos é no começo da manhã ou no fim da tarde, a luz natural faz com que os contrastes e as cores fiquem mais evidentes. Não sou nenhuma profissional (as aulinhas de fotojornalismo na faculdade até que me ajudaram), mas de fato, tirar uma foto de manhã em um lugar como este mesmo que no amadorismo deixa uma ótima sensação de olhar um instante vivido que ficará registrado eternamente na memória. 

Foto: Morro das Pedras - Florianópolis

6PM
E aí como fica?! haha

E aí como fica?! haha

September132010

Não importa quantas moedas você joga na fonte, ou o número de dedos que você cruza, se não é pra ser, não vai acontecer.

Não importa quantas moedas você joga na fonte, ou o número de dedos que você cruza, se não é pra ser, não vai acontecer.

(via oceanamiranda)

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